

A indústria automobilística está sempre em transformação, seja por novidades do mercado ou determinação de órgãos competentes, que cobram e fiscalizam os veículos no país. É assim que alguns modelos de carros deixam as linhas de montagem, como foi o caso da Volkswagen Kombi que, em 2014, deixou de ser produzida por causa da obrigatoriedade de airbags e freios ABS em carros zero-quilômetros nacionais.
Um dos grandes problemas que tenta se resolver é o nível de poluição causada pelos carros, isso é legítimo quando, de acordo com a Agência Nacional de Transportes Terrestres, vemos que existem mais de 2,2 milhões de caminhões circulando pelo país, que transporta praticamente toda a produção nacional, mas também gera uma alta queima de combustível, contribuindo para a emissão de gases poluentes.
O Proconve é um programa de controle de poluição do ar, continue sua leitura para entender tudo sobre ele e os impactos disso para você!
O Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proncove) é uma iniciativa do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). As duas instituições têm desenvolvido normas para tentar reduzir a poluição em todos os veículos.
Além disso, o Proconve cria programas de inspeção e manutenção para veículos, colabora com melhorias técnicas nos combustíveis líquidos e pesquisa e incentiva tecnologias que melhorem a redução da poluição. Desde que o Proconve foi criado, em 1986, as emissões de poluentes foram reduzidas em 98%.
O Proconve conta com várias fases, para que os poderes públicos e privados tenham tempo para incorporar as ações e tecnologias necessárias. Em 2022, o programa chegou à fase P8, desde 1º de janeiro, focado em veículos pesados.
O programa evolui com a tecnologia e pressiona as montadoras a investirem em veículos mais sustentáveis. Por isso, é divido em várias fases e a implementação acontece gradativamente. A fase atual é a L7, ela trabalha novos limites de gases do escapamento, a forma de medir hidrocarbonetos, o sistema de diagnose do motor -que cobrará novos sensores – e a durabilidade das emissões, entre outros.
A mudança que deve gerar mais transtorno às montadoras será a de emissão evaporativa de gases, que será mais rígida nessa etapa e cobrará mudanças significativas nos projetos dos veículos vendidos por aqui. É por conta dela, por exemplo, que a nova Fiat Toro Turbo 270 flex teve seu tanque de combustível reduzido de 60 para 55 litros
Existe uma estimativa que, em 30 anos da implementação do programa, as emissões de gases poluentes acumuladas de veiculos pesados podem ser reduzidas em 130 mil toneladas de partículas inaláveis soltadas pelos escapes, 110 mil toneladas de carbono negro, 12 milhões de toneladas de óxido de nitrogênio, 2,7 milhões de toneladas de monóxido de carbono e 24 mil toneladas de hidrocarbonetos.
As principais mudanças precisam acontecer com as montadoras, mas empresas que têm veículos precisarão adequar toda a frota para cumprir a lei e garantir mais sustentabilidade para o todos.